Personagens Inesquecíveis, memoráveis (ou neste caso "MEMEráveis"), lendários são coisas muito comuns nas nossas mesas de jogo.
Pergunte a qualquer jogador, do inicante ao veterano e ele certamente se lembrará de um personagem que guarda com carinho na memória, ou de um PdM inesquecível, ou ainda de um personagem de outro jogador que ele sempre se recorda.
O fato é que assim como na nossa história temos os vultos históricos, o RPG nos proporciona de vez em quando os vultos rpgísticos.
Aproveitando que fui convidado pelo tio Nitro do Nitro Dungeon (Isso me lembra Top Gear 2) para participar de um meme, vou postar aqui Vulto Rpgístico mais marcante do meu grupo. O PDM mais marcante que criei. Tão marcante que nunca tive coragem de matá-la. Mas antes vamos às regras do jogo:
"Eu acabei inventando esse meme lá no grupo de discussão dos blogs de RPG e logo o Cochise do Factoria RPG me indicou. O problema é que empolguei (com sempre hahaha!) e acabei escrevendo sobre um monte de personagens das minhas mesas de rpg que eu não esqueço mais, tantos de jogadores quanto personagens criados por mim! E vi que Meme tem que ter a indicação de mais pessoas, ou então ele morre, assim, vou indicar duas pessoas e por aí vai! Cada um indica mais dois e vamo que vamo!"
1. Link a pessoa que te escolheu.
2. Poste as regras em seu blog.
3. Escreva o personagem mais inesquecível da sua vida de rpgista.
4. Escolha mais 2 pessoas e coloque os links no final do post.
5. Deixe a pessoa saber que você a escolheu, deixando um comentário no blog dela.
6. Deixe os escolhidos saberem quando você publicau seu post.
Muito Bom vamos pra peleja!
KATSAYA, a ruiva
Katsaya era uma mulher linda. 30 e poucos anos, cabelos ruivos e encaracolados, olhos castanhos claros, indumentária impecável. Elegante, linda, sensual, com a sexualidade aflorando a pele.
Katsaya é uma mulher de vanguarda. Amoral (veja não Imoral), se relaciona tão bem com mulheres como com homens. Sua fama na alcova é de uma mulher que deseja o prazer da mesma forma que goza os momentos em que é usada como instrumento do prazer alheio.
Adorada no mundo inteiro, é tida como símbolo de poder e beleza. Rica, é a mulher mais influente e poderosa de toda a Ry'anon.
É casada com Hantar, o Ruivo, o presidente do sindicato dos mercadores, a organização mais influente do mundo. Responsável por guerras, decapitações e principalmente por incentivar o comércio e o desenvolvimento das estradas e das pequenas cidades.
A história de Katsaya é nebulosa até o momento em que se casa com o então herdeiro da presidência do Sindicato dos Mercadores. Sua infância foi passada junto de seus tutores do Sangue de Nastirty. Uma organização malévola que tenta de todas as maneiras transformar o culto do Deus negro num culto aceito aberto e aceito pelas outras religiões. Fruto de um estupro calculado, Katsaya não sabe quem é o pai. Já sua mãe, uma boa surpresa. Irina, a Deusa do amor, amante e traidora de Hadaksan o Deus dos homens, condenada a se tornar mortal e a encarnar a cada morte por todo o sempre, como punição por ter matado seu irmão e amante, o grande Deus Hadaksan.
Irina foi descoberta pelos homens do Sangue de Nastirty. Foi aprisionada e meticulosamente estuprada. Foi violentada por alguns, foi violentada por muitos, foi violentada por todos. Num parto violento, perdeu a vida, mas deu a vida a Katsaya. Uma menina criada e preparada para se tornar a mais poderosa mulher de Ry'anon. A pessoa que seria responsável por trazer o culto de Nastirty de volta dos esgotos, alcovas e altares sombrios. A responsável por tornar Nastirty novamente um culto aceito e não perseguido.
Casando com Hantar, Katsaya se torna uma diva. Uma Eva Perón medieval. Uma mulher acima do bem e do mal, embora estivesse sempre acima e embaixo de homens e mulheres, nas grotas suadas, misturadas de seda e algodão. Uma atleta de alcova certamente, uma amante perfeita. Sua herança divina com certeza lhe tornou boa no sexo. Sua principal arma para alcançar tudo o que precisa.
Mas ninguém segura uma alma suja. Criada para trair, acaba pondo por terra o plano de seus tutores. Abandona Nastirty e adota como meta de vida trazer a Deusa Dragoa do mundo dos mortos.
Percorre os quatro cantos do mundo atrás dos antigos artefatos divinos. Feitos com matéria corporal divina, fundamentais para o ritual de assunção da Dracodivindade. Dos 5 necessários Katsaya consegue reunir apenas 4. Um grupo de heróis frustra seus planos? Não! Sua mãe é Irina. Seu sangue é Divino. O ritual acontece. A Deusa dragoa retorna. Katsaya se transforma. A guerra irrompe.
Halmar é assassinado. Lindrust é invadida. Os elfos se fecham em Lampurian. As igrejas matam entre si. Katsaya se associa aos goblinóides. Tolos idiotas e fúteis. Massa de manobra.
Mas o grupo de heróis que outrora falhara, retoma sua busca pela destruição de Katsaya. Primeiro protegem a cidade de Kan. Perseguem e destroem um a um os aliados de Katsaya. Expurgam os goblinóides do leste. Acabam com a guerra, mas não com Katsaya.
O mundo está destruído. As cidades serão reerguidas; Kiira, a filha de Katsaya assume o sindicato dos Mercadores. Os elfos saem da floresta. Os goblinóides retornam as suas tocas. Ry'anon está devassada. Lindrust está um caos. O Sindicato dos Mercadores está no chão. No cemitério duas lápides ladeadas. Halmar na esquerda, Katsaya na direita. Mas Katsaya não está morta. Ela voa. Sobrevoa. E olhando o próprio enterro, mais um de seus planos, põe fim à mulher, mas cria o mito.
Entre muitos cantos, palmas e sussurros chorosos, alguém grita: Viva Katsaya!
Katsaya: linda, poderosa, amoral e boa de cama!
Bem, agora que fiz minha parte, convido o Valberto do Lote do Betão e o Nume do .20
